Um viva à poesia viva

tumblr_mkj7l2uyfu1rbub5do1_500_largeUm dia já cantei “A poesia está morta, mas juro que não fui eu” com convicção de uma sofrida em ter que aceitar aquilo, que a poesia tinha morrido com Drummond e Cazuza.
Mas olhando ao redor percebo que ela não morreu, pelo menos não para todo mundo, não em todo lugar.
Vejo poesia nos pássaros, no brilho da lua quando, no ápice de sua beleza, está cheia.
Vejo poesia no meu travesseiro, talvez poetizados pelos meus sonhos..
E quando eu escuto Chico Buarque.. Ah, aí eu sinto a poesia, poesia viva!
A poluição tira a poesia do mundo, aquela do ar, da água, do som, mas poesia que é poesia, resiste. Vira a página. Revira a página. Revira a vida.
Vejo poesia no Anitelli quando ele faz trocadilhos que me surpreendem como em Zaluzejo quando ele diz “Que não vai S na cebola, que não vai S em feliz” (que não vai é ser infeliz). Quanta inteligência e sagacidade, Fernando, ou melhor, quanta poesia!
Não há nada mais poético que meus pais se tratando como namorados enquanto comemoram suas bodas.
E quando meus amigos se juntam para tocar violão e um deles começa os acordes de Vinícius ou Leoni, aí eu vejo que ainda há esperanças, a poesia ainda vive.
Então, Caetano, seu lindo verso não pode estar tão certo, até porque ele mesmo me fornece poesia suficiente para me abalar. E poesia que se prese, abala quem a conhece.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: