Uma Polly em mim

Quando pequena fui levada a ler “Pollyana”. Essa menina de nome robusco é personagem de uma história simples, mas que mexeu com minha visão simples de mundo. O trecho mais bonito do livro ela repete algumas vezes durante o enredo. Tudo começa quando seu pai a presenteia com uma moleta e ela, que nunca teve problemas de locomoção, fica muito chateada, afinal quem em pleno aniversário quer um presente daqueles? Principalmente sendo uma criança. Muito chateda, Polly reclama com o pai, e o que ele diz? Ele diz algo que fica guardado pra sempre no coraçãozinho de Pollyana e de todos que lêem aquele livro: “Não fique chateada por ter recebido esse presente, fique feliz por não precisar dele”.
Foi a partir disso que Polly aprendeu a brincadeira do alegre que se basea simplesmente em ver o lado positivo das coisas, afinal tudo tem um lado bom, até ganhar uma moleta de aniversário. E assim ela ensina a muitas pessoas a viver melhor, e uma dessas pessoas fui eu, uma simples leitora. Depois daquele livro, sempre que passo por algo difícil, eu lembro daquela moleta, daquele pai e daquela Polly. Hoje, logo após chorar lágrimas por quem não merece (afinal quem merece nossas lágrimas nunca nos farão chorar, como alguém já disse por aí) eu sorri, sorri porque percebi que eu tinha ali bem perto de mim um ombro amigo onde eu podia chorar o quanto quisesse e como foi importante aquele ombro amigo!
Não, não é sempre que se consegue focar no lado positivo, mas esse é o desafio, essa é brincadeira.

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