Um toque
Dois
Três
Dez
Uma breve certeza de que ninguém atenderia
Uma breve sensação de que não era a hora de desligar
-Oi
Uma palavra, duas letras
Um mundo parado ao meu redor
Um coração percorrendo meu organismo para sair pela boca
-Oi, quem é?
Que pergunta mais estúpida, óbvio que eu sabia quem era, aquela voz, aquele jeito.
– Fulano.
Pausa.
Algumas lágrimas contidas, um nó na garganta se desfazendo.
Palavras breves foram ditas, de forma ríspida, estranha.
– Então tchau.
– Tchau.
58 segundos de conversa sem nexo, de palavras muito diferentes das que eu realmente liguei para dizer.
Fiquei ouvindo o tu-tu, enquanto segurava o celular em a mão, ele escorregou, a primeira lágrima escorreu.
Disse a mim mesma com esperança inútil que ele ouvisse:
– Só queria dizer que te amo.
Chorei.

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