Um susto necessário

Eu sabia que um dia isso ia acontecer, era inevitável, perdi um amigo por ser impulsiva, explusiva. Disse tudo o que ele não queria ouvir e, também o que eu não queria dizer, mas isso eu só vim descobrir depois. Disse palavras horríveis por uma coisa tão pequena, uma besteira, o chamei de coisas que talvez até o caracterizem, mas não é o que o marca, disse que ele era imcompreensivel, que não me entendia, que era grosso e tudo mais, mas não disse que ele é um cara tão legal que me fazia sorrir a qualquer hora, que sua presença é agradavel e que o que eu sinto por ele é uma amizade muito forte. Por um simples e quase insignificante erro que ele cometeu eu disse tudo, tudo o que não deveria ter dito e agora não há nada que possa fazer..
Sempre fui assim, dizia tudo o que pensava e só percebia depois que não deveria ter dito, que com aquelas palavras eu poderia ter magoado muito alguém que amava, mas é um defeito, é o meu defeito e ele até parece ser irreversível. Hoje, depois de tudo o que eu disse, obviamente ele que não é de ferro replicou que eu não o olhasse mais na cara, que eu tinha ignorado todos os nossos anos de amizade por uma bobagem e que já que eu não queria ouvir sua explicação, que ele dizia ser plausível, o problema era meu. Quando a porta bateu por trás de mim, e apenas nesse momento, a primeira lágrima caiu, percebi que metade das coisas que eu disse não eram totalmente verdade e que a outra metade eu não deveria ter dito daquela maneira, até porque ele jamais jogaria palavras daquele jeito em cima de mim, pois sabia o peso que elas me causariam, mas eu não soube, disse coisas horríveis a ele, e só quando ele estava descendo a escada que eu percebi que me arrependia por cada palavra que eu bruscamente gritei para ele.
Naquele momento eu só pensava que por ser explusiva, grossa e impulsiva, eu estava perdendo um amigo, e percebi que o meu outro defeito teria que ser engolido, meu orgulho, não foi fácil, porém sabia que era necessário e que valeria a pena, desci de dois em dois degraus, quase tropeçando no meu próprio pé, e o alcançei pedi desculpa por ser tão, tão eu, pedi perdão pelo o que eu falei e disse que lamentava, mas que entenderia se ele não se abalasse pelas minhas desculpas, mas ele me surpreendeu, como quase sempre, disse que só tinha dito que nossa amizade havia acabado para eu perceber o que eu estava perdendo com alguns dos meus atos, para apontar meus defeitos de uma forma mais clara, e ele tinha conseguido, não que eu vá virar a pessoa mais simpática e delicada de agora em diante, mas vou aprendendo a me controlar, mesmo tendo que passar por alguns sustos como esse para me tocar de vez em quando..

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: