Primeiro e inesquecível

Eu era apenas uma menina, uma criança como qualquer outra, com sonhos e idéias surgindo a cada momento. Queria ser dançarina quando crescesse, mas isso não vem ao caso. Eu era alguém que “queria ser gente” como eu ouvia das pessoas que notavam minha inteligência e me rotulavam “espevitada”, eu nem mesmo sabia se isso era bom ou ruim.
Fui, um dia, andar pelo parque, pedalando eu cantava, conversava com alguém, seguia feliz na minha imaturidade, depois me distraí mais do que podia e caí, um garoto me ajudou a levantar meio desajeitado, mas eu era uma menina e foi o suficiente para torná-lo “Meu Herói”. Ele se apresentou timidamente e meu coração palpitou, eu disse meu nome e nós ficamos alí, sozinhos, sem falar nada, eu senti meu rosto corar, pensei que talvez fosse aquele sentimento que minhas irmãs tanto falavam. Ele colocou a mão sobre a minha e eu agradeci por estar sentada, minhas pernas, bambas como estavam, não me aguentariam em pé.
Eu sentia algo diferente em mim, jamais vira um menino tão lindo, era como se eu pudesse contar com ele para tudo mesmo sem conhecê-lo direito, continuávamos ali, sem uma palavra sequer para dizer um ao outro, o som da natureza embalava nosso ingênuo romance. Ganhei um beijo repentino, um nervosismo subiu e com ele veio um alívio e uma felicidade que achei nunca mais sentir.
Era tudo sem maldade, era amor e nada mais. Hoje, dentre meus problemas, eu sorrio, por lembrar como descobri o verbo amar.

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