Platonicamente

O mundo pareceu parar no momento em que você entrou pela sala e seu cheiro se espalhou por ela, fazendo perceptível sua presença. Seus olhos passearam pelo espaço, sem me olhar como sempre, mas expressando neles o sorriso que pairava em sua boca indiscutivelmente perfeita.
Voltei para casa entre tropeços, pois minha atenção se voltava totalmente para a lembrança do seu rosto, como eu já havia me acostumado a fazer. O fato de nunca termos nos falado, não me incomodava, me fazia bem te amar, te admirar, mesmo sem receber afeto algum em troca, eu te amava apenas porque aquilo me fazia feliz, não porque eu queria que você fosse meu, não era a sua posse que eu precisava.
Você me livrou de um amor ridiculamente incondicional para um amor que eu desconhecia, talvez se tratasse de uma admiração exagerada, onde eu me satisfazia em te ver feliz e por perto, mesmo que eu não fosse a causadora da tua felicidade.
Só o que eu preciso é da tua presença, saber que quando eu precisar esquecer do mundo você estará alí para me satisfazer, mais uma vez, inconscientemente.

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